Tô querendo propagar e não fazer só propaganda – MC Super Shock

“Por que Ocorre? Sempre tem essa gíria na rua que você sempre tem que fazer o corre, de tudo dar certo. Tem o cara que faz o corre pra gravar o som dele, o cara que faz o corre pra conseguir a tinta pra pintar e tal. E “ocorre”, tudo junto também, porque a gente tenta sintetizar tudo que ocorre na rua” – DeeJota


Tudo começou com o intuito de gravar poesias marginais, criar uma página e lançar pra ver no que ia dar. Da parceria do Mc Super shock (Washington) e do grafiteiro DeeJota (Djonathan) surgiu Ocorre, em maio de 2017 e hoje já conta com 12 projetos no canal, além de fotografias, graffiti e outras produções.

O projeto veio da dificuldade de ser artista independente na cidade, da falta de apoio e burocracia pra finalizar algo, de música à projetos. E hoje eles consideram Ocorre como um selo audiovisual, produtora, canal no youtube mas não só isso. Tentam apoiar e trabalhar com tudo que ocorre na rua: “Quem faz rap, quem tem alguma outra produção que não é rap, quem faz graffiti. Todo mundo que tá no seu corre e a gente vê que dá pra fortalecer, ajudar e juntar os dois movimentos”. Ou seja, o projeto é um conjunto de linguagens artísticas de resistência coletiva.



“Aqui agora que tá começando a ser valorizado mais a cultura hip hop, a cultura de rua também. Eu digo hip hop não só na música, mas no skate, no graffiti, na poesia marginal. Qualquer tipo de resistência, digamos assim.” – Mc Super shock


No começo tudo era feito pelo celular mesmo, editado e postado nas redes sociais. Hoje eles já contam com outros equipamentos, compraram câmera, estudaram sobre gravação e se dividem no roteiro, direção, produção, edição, divulgação… tudo só os dois. “Dependendo do Mc que a gente achar bom, a gente chama, banca o estúdio que não é nosso, grava, lança. (…) Às vezes surgem essas propostas de financeiro mas a gente prefere não pegar até mesmo pra convidar pessoas que querem lançar o som, que tem um bom trabalho. A gente priva muito por isso, de analisar, de ver se ele tá realmente no corre ali, se a letra dele é boa. A gente faz muitas indagações, as pessoas devem até achar às vezes que a gente é chato e tal, mas é basicamente a nossa vida. (…) Só não tem como mesmo, mas o intuito é apoiar todo mundo que tá nesse rolê”. E o retorno principal de toda a produção é a visibilidade. “Eu não sei se isso é uma crítica ou elogio mas temos isso de não gostar muito de ter que depender de alguém ou de pedir. A gente pega, faz o nosso corre e tá pronto. A gente prefere ajudar do que ter que pedir pra alguém ajudar a gente. Pra entrar alguém só se for alguém que esteja no mesmo pique mesmo, afim de dar o sangue ou vender alguns órgãos pra fazer o negócio acontecer, que é difícil, então vai ficar só os dois ajudando o máximo de pessoas que a gente conseguir”, acrescenta DeeJota. 


O processo de produção vem principalmente da análise das letras das músicas. Daí vem o rascunho, as ideias e o compartilhamento. Os dois curtem e respeitam muito a ideia um do outro. “Tem uma troca de admiração muito grande também. Acho que isso que faz as pessoas acharem que a gente é uma produção, uma equipe e é só duas pessoas”. Quando o clipe é de outro artista, por exemplo, às vezes as pessoas chegam sem ideia nem roteiro, só com a vontade de ter um clipe com a produção do Ocorre, por conta da visibilidade e espaço que eles estão conquistando. “Isso é muito gratificante porque a pessoa confia tanto no trabalho que a gente faz que só fala ‘Eu quero um clipe com vocês porque confio no trabalho de vocês”. Mas mesmo assim eles gostam de saber algo que a pessoa goste, alguma referência dela, pra que o clipe tenha algo realmente do artista, uma essência. É um trabalho coletivo em que todo mundo participa. “Tá todo mundo na mesma correria (…) Um ajudando o outro é o que vai fazer a cena crescer”.

“A gente tem muito de acompanhar pessoas que tem produções em alta e não aceitar que só porque a gente tá aqui em baixo que a gente não consegue fazer igual. Assistimos isso basicamente o dia todo e temos essa ideia de fazer tudo certinho. É uma coisa ainda, digamos que amadora, porque são duas pessoas só, mas não que a qualidade não possa ser boa.”  – Deejota

Amanhã, 20/04/2018, eles lançam um novo projeto, o clipe de Desventura, uma música que nasceu da parceira do Mc Super shock com a banda Sislop. O tema principal do clipe é o artista de rua, a desvalorização desse artista independente. “Por exemplo, a gente tá fazendo pela gente porque não tem ninguém pra fazer, pra ajudar, pensando só em ganhar por cima. Esse é o foco do clipe. Com isso vem algumas críticas na letra que, pra saber, é só assistir”, convida o Mc Super shock. Sobre a construção do roteiro eles contam que todo dia surgia uma ideia nova e numa dessas veio a de fazer uma exposição com os desenhos do Deejota. E ele explica: “Por que tem tudo a ver? Porque eu sou protagonista do clipe e mostra muito minhas artes que em parte também vão estar na exposição. Então é o nosso corre e ocorreu do clipe ser gravado e depois fazer sentido. Quando a gente gravou o clipe ainda não tinha essa ideia. A gente tá divulgando a cena do rap mas eu preciso divulgar a cena do artista como grafiteiro também e ele (Super shock) sempre apoiou tudo isso”. Portanto eles resolveram fazer esse projeto mais extenso, de lançar o clipe e depois a exposição daqui a um mês, com o mesmo nome e garantem que tem tudo a ver, porque o que vai estar no clipe vai estar na exposição também e vice-versa.

 

❌ ATENÇÃO ❌ SALVE RAPAZIADA! Logo menos tá nas ruas o novo trabalho do @shockmc_ junto com a banda @sislopoficial na produção do @_ocorre_ Juntamente com o nosso artista grafiteiro @deejota__ dando início ao seu projeto de exposição de suas artes denominado “Desventura” assim como o título da música, então adianta o rolê pra ficar por dentro seguindo as redes sociais do @_ocorre_ e liga as notificações no canal do OCORRE no YouTube!! Link na bio do @_ocorre_ . . . #rap #rapnacional #macapá #amapá #mcsupershock #shockmc #sislop #cultura #free #ocorre #corre #hiphop #resistencia #trap #rock #mpb #mpa #amaparap #ceara #fortal #fortaleza #art #urban #rua #batalha #deejota #dj #dejota

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